A Cereja – Fundão

Os novos aromas da Serra.

Integrado no Hotel Príncipe das Beiras, mas a funcionar autonomamente, o restaurante A Cereja reinventa os sabores tradicionais serranos, conferindo-lhes um toque admirável de elegância e modernidade.

Queijo de cabra panado com molho de cerejas e ervas da Beira; Farinheira em tempura com alface, ervas e molho agridoce ou Bacalhau gratinado à Príncipe com coroa de courgettes são alguns dos manjares servidos no restaurante A Cereja, em plena Beira-Baixa.

Criativos e com um empratamento cuidado, surpreendem quem espera encontrar apenas aromas e paladares tradicionais serranos. É que este restaurante integrado no Hotel Príncipe das Beiras, no Fundão, prima pela originalidade e sofisticação da ementa, elaborada, no entanto, com base nos produtos locais, preferencialmente orgânicos.

O autor de tão interessante alquimia é o Chef Bernardo Nóbrega. Este jovem madeirense estudou com Ducasse, em França, e já passou pelas cozinhas dos hotéis Choupana Hills, na Madeira, e da Quinta do Lago, no Algarve.

Ao longo deste último ano, criou uma versão gourmet da gastronomia beirã - um exemplo a seguir, num país que (salvo algumas excepções nos centros urbanos) nunca arriscou nas cartas.

Saudável e delicada


Além de delicados, de paladar apurado e visualmente apelativos, os pratos do restaurante A Cereja são nutricionalmente equilibrados – encontram-se poucos fritos e muitos legumes na lista - , seguindo o mote lançado pelo hotel: “uma estadia de bem-estar”. Até a manteiga, vulgarmente servida como aperitivo, deu lugar à tiborna (azeite), acompanhada de pão caseiro.

Por outro lado, a carta é renovada duas vezes por ano para melhor suprir as necessidades calóricas dos comensais e do palato e, ajustar as sugestões aos produtos locais.

As sobremesas, embora dulcíssimas, continuam, no entanto, a figurar na lista. E ainda bem, pois seria uma crueldade privarem-nos da tigelada com mel de rosmaninho ou do panacota com compota de cereja e flor de malva. No que toca aos vinhos, a garrafeira prima pela oferta nacional, de brancos ou tintos, com prevalência, claro está, para os vinhos da Beira.

Sara Raquel Silva 2005-11-22

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