2ª parte - Parque Natural da Serra de S. Mamede

Águias-de-Bonelli

Com a expulsão do lobo (Canis lupus), do lince (Linx pardinus) ou da cegonha-negra (Ciconia nigra) pelo homem, a biodiversidade ficou mais pobre, mas ainda resiste uma interessante comunidade de animais.
Mais de metade das espécies de aves que nidificam em Portugal foram já referenciadas no Parque Natural. Mas uma se destaca pela sua raridade: a águia-de-Bonelli (Hieraaetus fasciatus), uma rapace que conjuga beleza, força e agilidade. Característica da bacia do Mediterrâneo, é a espécie símbolo do Parque. A sua população nacional deverá ser inferior a 140 casais. Contudo, o impacto da caça ilegal é tal que já vitimou exemplares desta ave protegida.
Javalis (Sus scrofa), genetas (Genetta genetta), gatos-bravos (Felix sylvestris) e saca-rabos (Herpestes ichneumon), e nalgumas zonas o veado (Cervus elaphus), representam os mamíferos, dos quais um grupo assume aqui uma importância particular: os morcegos. O Parque Natural alberga, numa antiga mina de chumbo, a maior colónia de criação de morcegos conhecida na Europa, incluindo várias espécies, algumas ameaçadas.

Testemunhos de pedra

Diversidade natural, paisagística e geológica, mas também do património cultural e construído: desde pinturas rupestres, menires e antas, ruínas romanas - como as da antiga cidade de Amaia, devidamente musealizadas -, pontes e calçadas medievais, até moinhos de água, choças, ou os peculiares fornos de cal de Escusa.
Duas grandes referências: as vilas de Marvão e de Castelo de Vide. Se a primeira já foi destacada, a segunda não dispensa uma visita. Implantada numa colina da serra, a “Sintra do Alentejo”, como lhe chamou D. Pedro V, é uma das vilas mais pitorescas do país. Com argumentos de peso: o castelo e o bairro medieval, a judiaria com a sinagoga e a singular Fonte da Vila, as portas ogivais, o rossio ou centro do burgo, incluindo o enquadramento natural.
Alegrete, e o seu castelo rodeado de oliveiras, Porto de Espada, Esperança e Escusa são exemplos de povoações com carácter próprio que mantêm conjuntos arquitectónicos genuínos. E por fim, Portalegre, cidade da serra e do Alentejo, ilustre pelas suas tapeçarias, têxteis e trabalhos de cortiça, morada do escritor José Régio, com inúmeros motivos de interesse que justificam um passeio pelas suas ruas.

Mapa e Ficha Técnica

Área: 29 694 hectares Concelhos abrangidos: Arronches, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre Ano de Classificação: 1989 Outros Estatutos de Conservação: Sítio de Importância Comunitária (Rede Natura 2000/Directiva “Habitats”) Sede: Rua General Conde Jorge de Avilez, n.º 22, 1º, Portalegre, Tel.: 24 520 3631/207 215, E-mail: pnssm@icn.pt (atendimento: 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, apenas nos dias úteis) Delegações: - Castelo de Vide, Rua de Santo Amaro, n.º 25, Tel.: 24 590 5299 (aberto apenas nos dias úteis) - Marvão, Largo de Santa Maria, Tel.: 24 599 3886 (aberto todos os dias, incluindo fim-de-semana) - Arronches, Tel.: 24 558 0080 Centro de Interpretação: Já inaugurado (Quinta dos Olhos de Água) mas até à data desta publicação encontrava-se encerrado sem data prevista para abertura! Casas-abrigo: (Até à data desta publicação encontravam-se encerradas ao público por tempo indeterminado) - Escusa (4 quartos: 1 cama de casal / 6 camas individuais) - Hortas de Baixo (4 quartos: 1 cama de casal / 6 camas individuais) - Rabaça (4 quartos: 2 camas de casal / 4 camas individuais) - Vale de Rodão (4 quartos: 2 camas de casal / 4 camas individuais) Com o apoio da Bial – Portela & Cia, SA

David Travassos 2006-06-14

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