Restaurante situado entre as Caldas da Rainha e a Foz do Arelho, com três salas. O cardápio é variado e o serviço de qualidade. Os pratos são inspirados na cozinha tradicional portuguesa com o requinte da cozinha internacional.
Dia(s) de Encerramento: TerçasSeguindo pela N360 entre as Caldas da Rainha e a Foz do Arelho, vislumbra-se uma pequena placa apontada para a direita na qual está escrito apenas Restaurante A Lareira.
Avançamos alguns metros por essa estrada secundária e rapidamente vamos encontrar uma casa com certa imponência onde o néon não nos deixa enganar. É lá mesmo. Entramos e estacionamos no amplo parque de estacionamento. Caminhamos até à adornada porta coberta por um telheiro em forma de frontão. Tocamos à campainha e logo um solícito empregado nos abre a porta e amavelmente nos convida a entrar.
O ambiente é requintado, luxuoso até. Espaço ricamente decorado, onde nas paredes se expõem vários quadros impressionistas nos quais o elemento feminino está em evidência. No fundo do salão, a lareira que deu o nome à casa, e no centro uma enorme mesa redonda faz o enquadramento. As mesas em tons suaves de amarelo torrado, contrastam muito bem com as paredes em tons rosado. Tudo é fresco, muito clean até. Do tecto pendem alguns candeeiros em forma de candelabros de cor dourada. Talvez um preciosismo desnecessário, mas não fica mal.
Lavadas as vistas é tempo de passarmos à acção com as coisas que realmente interessam, ou seja, o jantar. Para abrir o apetite, caso o tempo e a fome não apertem, aconselha-se uma breve passagem pelo bar, onde se toma um aperitivo, talvez um Porto seco.
A brigada de empregados de sala é adequada aos 72 lugares e o serviço é atencioso e gentil. Prontamente, alguém nos indica uma mesa disponível, na qual nos acomodamos confortavelmente.
Começamos pelas entradas, onde não falta o pãozinho quente acompanhado pelas manteigas com e sem alho, para além dos queijos, azeitonas, fofinhas chamuças e crepes com molho de soja. Depois, olhando para extensa carta não é difícil perceber que mais do que um restaurante de comida regional ou portuguesa, existem diversos pratos que são fruto de uma criativa cozinha de autor.
Podemos começar pela salada de lagosta e camarão, um prato leve, delicioso e muito bem apresentado. Segue-se uma sopa de peixe, bem quente com berbigões e um leve travo a ervas aromáticas. Vale a pena experimentar. Por fim, remata-se com um tornedó ao chefe de macia carne.
Para sobremesa, depende do gosto, mas caldas com mel sobre uvas ou então a mais simples tarte de frutos secos poderá ser uma opção a levar em conta.
Mas as experiências gastronómicas não se ficam por aqui. O gerente Sérgio Coito gosta de inovar e frequentemente realiza semanas gastronómicas como a semana do peixe, onde os pratos do peixe estão em evidência, ou a semana japonesa, na qual é possível comer sushi.
Inovações de uma casa que apesar dos seus 15 anos de existência, continua a acompanhar as tendências de mercado, adaptando-se do modo mais flexível. É uma política que pratica todos os dias à hora do almoço, para os clientes que gostam de comer bem, mas não pretendem desembolsar 20 € por refeição. Para esse público foi criada uma ementa gourmet por apenas 9,5€, com um prato do dia, sem no entanto abdicar da qualidade.