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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

Hotel Rural Convento Nossa Senhora do Carmo

Hotel instalado no antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo, fundado em 1663 e de grande interesse histórico e arquitectónico. No interior impera o conforto e o requinte e a envolvente paisagística cativa pelo deslumbramento.

Acessos: Pela A1 Lisboa/Porto, saída em Coimbra, apanhando IP3 em direcção a Viseu. Tomar a Estrada Nacional 229, passando por Satão, Aguiar da Beira e seguir indicações para Freixinho.
Localização: Campo
Nº de camas: 44
Nº de quartos: 24
Observações: Outros contactos: 254594083, 254594086.
Período de funcionamento: Todo o ano.
Preço Época Alta: 140.00
Preço Época Baixa: 110.00
Categoria: Hotéis Rurais
Serviços / Equipamentos: Acessos para deficientes, Animais não admitidos, Bar, Barcos, Cofre na recepção para guarda de valores, Espaço / equipamento para acesso à internet, Estação de autocarros, Hospital / centro de saúde, Instalações para deficientes, Jardim, Lavandaria, Parque de estacionamento, Piscina exterior, Restaurante, Sala de reuniões / conferências, Sala de estar comum, Sala de TV e/ou vídeo, Serviço de quartos, Tabacaria, Telefone nos quartos, Ténis, Tiro aos pratos, TV nos quartos, TV Satélite/TV Cabo, Zona de caça
Morada: Convento Nossa Senhora do Carmo
Código Postal: 3640 120 FREIXINHO
Tel: 254594080
E-mail: info@hoteldocarmo.com
Site: www.hoteldocarmo.com
Distrito: Viseu
Concelho: Sernancelhe
Freguesia: Freixinho

Hotel Rural de Nossa Senhora do Carmo


Nasceu há mais de três séculos o Convento de Nossa Senhora do Carmo e chegou a ter mais de 60 pessoas, entre freiras e noviças. Mais tarde, e à volta deste, nasceu a aldeia do Freixinho, ao lado da actual albufeira do rio Távora.


N'Dalo Rocha

A transição do antigo convento para hotel rural até nem foi muito radical. Hoje, está tudo arranjado e recuperado. Dificilmente algo nos faria prever que durante décadas esteve parcialmente abandonado. Esta talvez seja mais uma etapa curiosa nesta casa com vasto historial, rico em acontecimentos. Já foi saqueada e também confiscada pelo Estado Republicano, porque o avô da actual proprietária tinha veleidades monárquicas. E o mais surpreendente, é que o Convento de Nossa Senhora do Carmo edificado no século XVII, estava repleto de noviças, filhas da nobreza e burguesia, que aí eram entregues pelos seus pais para encontrarem os caminhos da fé, virgens e imaculadas até ao casamento. Quem chega, encontra logo na recepção, uma enorme pedra de granito que se estende ao longo da parede da recepção, para nos lembrar que ali as casas são de pedra. Toda a estrutura do convento manteve-se praticamente inalterada, com excepção de algumas celas que foram ampliadas para tornar os quartos mais espaçosos. Mas ainda se encontram detalhes arcaicos que fazem as delícias dos hóspedes como o parlatório no bar. Este era um local onde, muito espaçadamente, os pais saudosos podiam visitar as filhas falando com elas através de uma dupla grade de ferro sólido que separava uma parede com mais de metro e meio de espessura. Enfim, pode-se dizer que as relações inter-familiares não eram muito calorosas naquela época.

Almoço na capela

Se acha pouco comum a ideia de um convento ser transformado em hotel, experimente almoçar…na capela. Sim, pois como é habitual, os conventos têm igreja e o de Nossa Senhora do Carmo não foi excepção. Reza a história que havia um pároco que dava a missa ao domingo.

Porém, hoje foi transformada em restaurante. Não se trata de qualquer ideia macabra ou de mau gosto, muito pelo contrário. A proprietária, Iolanda Souto, revela que houve todo um cuidado muito especial na forma como o conceito foi implementado. Para não ferir susceptibilidades religiosas, retiraram-se as cruzes e figuras de Cristo. E até o chão foi removido à procura de ossadas, pois antigamente as pessoas eram enterradas nas igrejas. Mas quis o destino que em vez de ossos se encontrassem apenas algumas moedas de ouro. É que, as únicas lápides existentes estão bem visíveis no chão de granito do altar e são dois antepassados da família Souto.

O restaurante é sóbrio e tem classe, e ainda que antes ali fosse um local de culto, o ambiente não é austero, o que não impede que os clientes sussurrem para os empregados, como se tivessem receio de falar alto. Sensivelmente a meio da sala, é possível ver a janela de ripas de madeira que juntamente com pinturas de frescos da ombreira das portas, constituem as peças originais do século XVII. Para além do bar e da capela, há no primeiro andar outra sala de estar que, à parte da TV, mesas de jogo e sofás à volta da lareira, tem uma porta que desperta a curiosidade, pois dá acesso à velha torre sineira. Muito embora o velho sino tenha sido trasladado para actual igreja de Freixinho. Subindo por uma escada de ferro, chega-se ao topo. As janelas ogivais por onde antes ecoava o som dos sinos foram fechadas com vidro. O ambiente tornou-se acolhedor e as almofadas e bancos corridos convidam à reflexão e a sentar-se por um momento por forma a apreciar a melhor vista sobre a aldeia e a albufeira do rio Távora.

2002-02-26
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