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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

Casa de Serpa

A Casa de Serpa é um pequeno segredo guardado no coração da vila mais branca de Portugal. Casa centenária que associa a surpreendente simplicidade da sua traça original com a antiga tradição alentejana de bem receber. Sob tectos em abóbada, inundados de luz natural, dá-se a descobrir um ambiente de bem-estar que acolhe e seduz. Distribuídos naturalmente pela casa surgem os quartos, desde o quarto Girassol, na vertente norte até ao quarto Ceifeira, orientado a sul, discretamente convidando ao recolhimento e descanso. No pátio exterior, desfruta-se a frescura das manhãs, a ternura dos fins de tarde ou a delícia das noites de Verão.

Acessos: IP 8; EN 260.
Localização: Centro Cidade/Vila
Nº de camas: 9
Nº de quartos: 6
Observações: Outro contacto: 963560624. Preços reduzidos para pequenos grupos e estadas mais prolongadas.
Período de funcionamento: Todo o ano.
Preço Época Alta: 56.00
Preço Época Baixa: 56.00
Categoria: Casas de Campo
Serviços / Equipamentos: Aeroporto, Bar, Bicicletas, Espaço / equipamento para acesso à internet, Estação de autocarros, Estação de comboios, Garagem, Hospital / centro de saúde, Kitchenette, Lavandaria, Refeições, Restaurante, Sala de reuniões / conferências, Sala de estar comum, Sala de TV e/ou vídeo, TV nos quartos, TV Satélite/TV Cabo, Aquecimento
Morada: Largo Salvador 28
Código Postal: 7830 330 SERPA
Tel: 284549238
E-mail: geral@casadeserpa.com
Site: www.casadeserpa.com
Distrito: Beja
Concelho: Serpa
Freguesia: Salvador

Casa de Serpa


Uma casa centenária e labiríntica, prostrada no centro da alentejana vila de Serpa


N'Dalo Rocha

Conta com cerca de seis anos de existência, esta acolhedora casa de costas voltadas para o Largo Salvador, onde se encontra a igreja matriz da vila. Vista da rua, parece apenas mais uma casa comum, igual a tantas outras, só que no seu interior esconde algumas particularidades arquitectónicas bem interessantes e histórias que as paredes com mais de 200 anos já viveram.

Comecemos pelos aposentos. Os quartos são todos duplos, com casas de banho e uma decoração que gravita entre o rústico e o clássico. As colchas de lista que enfeitam as camas são um bom exemplo.

Na Casa de Serpa, os quartos não têm números, apenas nomes, de algum modo relacionados com o campo ou a região, como é o quarto Girassol ou o quarto Serpa. Por questões da geografia da casa, dois deles são interiores, ou seja, sem janela. É pena numa casa tão bonita, embora o quarto Alentejo, com um pé direito com cerca de quatro metros e tecto em forma abobadada, possua uma magnífica clarabóia que o enche de luz.

Ao repararmos na sua forma, diferente das demais, percebemos de algum modo que não são só os próprios quartos mas também toda a casa que é labiríntica. O melhor exemplo é a sala de jantar que entra na casa do vizinho, roubando-lhe assim algum espaço.

Esta particularidade é muito divertida, e o próprio proprietário justifica a “irregularidade” pelo facto desta ser uma casa centenária que foi vivendo de acrescentos e aumentos. Apesar da entropia aparente, o resultado final é um produto original que não fere a estética, muito pelo contrário. Enfim, curiosidades! 

Um cantinho inundado de luz

Pela manhã, dirigimo-nos à sala dos pequenos-almoços para saborearmos as iguarias que nos esperam. Queijadinhas frescas, fatias do queijo de Serpa, pão alentejano, cereais e compotas, tudo acompanhado por leite e café. Saboroso e energético, servido numa simpática mesa redonda, onde os hóspedes confraternizam e muitas vezes travam conhecimento.

O lugar é dos mais agradáveis da casa e possuiu uma rara tranquilidade talvez vinda da luz natural que nos ilumina, enchendo o espaço. Tudo graças a uma pequena mas eficiente clarabóia que rasga o tecto.

Come-se devagar e depois, se apetecer, prolonga-se a primeira refeição do dia nos sofás ali presentes. As paredes da sala revelam pequenos detalhes que atestam simplicidade e bom gosto, como são as pequenas casinhas brancas de barro.

Um pátio alentejano

Do lado de fora, sobressai o pequeno pátio interior com um banco de madeira rodeado de talhas de barro e de bonitas plantas.

Como a curiosidade de conhecer a vila não se faz esperar, sai-se logo pela manhã. Caminhando pelos becos e ruelas, aprecia-se a arquitectura agradável desta vila de casas brancas ou então visita-se o velho aqueduto e o castelo medieval no cimo do cabeço.

Para almoçar, bons restaurantes é o que não falta por cá e após o repasto, se a vontade do corpo assim o imperar, dorme-se a sesta, tão típica no Alentejo. Todavia, não abuse, pois ainda no período da tarde é possível visitar o magnífico Museu do Relógio, único na Península Ibérica e um dos cinco do mundo. 



REPORTAGEM ACTUALIZADA EM JUNHO DE 2009

2004-07-06
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