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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

Casa da Moura

Apartamentos cuidadosamente decorados, com preciosidades do Norte de África. O serviço é muito requintado e cheio de pequenos mimos.

Localização: Centro Cidade/Vila
Preço Época Alta: 140.00
Preço Época Baixa: 90.00
Categoria: Turismo de Habitação
Serviços / Equipamentos: Ar condicionado nos quartos, Kitchenette, Piscina exterior, Refeições
Morada: Rua Cardeal Neto 10
Código Postal: 8600 537 LAGOS
Tel: 282770730
E-mail: info@casadamoura.com
Site: www.casadamoura.com
Distrito: Faro
Concelho: Lagos
Freguesia: Santa Maria

Casa da Moura


Uma casa em lagos que nos leva para Marrocos. A decoração, a comida, e até o ponto de onde se observa o pôr do sol. E depois, com os pés de volta a Portugal, percorre-se Lagos, uma das vilas mais simpáticas do Algarve, e os arredores.


Paula Oliveira Silva

Apesar de o Inverno já se ter anunciado, em Lagos às vezes ainda se passam dias agradáveis. Nas principais ruas do centro histórico jovens locais e estrangeiros passeiam pela cidade enchendo-a de vida. Os estrangeiros parecem mais habituados ao frio, principalmente os nórdicos que sem qualquer tipo de pudor usam menos umas quantas peças de roupa. Habituados a temperaturas mais baixas, este friozinho miúdo para eles não é nada. E para quem gosta de viajar e conhecer sítios agradáveis, também não deve ser. Subindo o emaranhado de ruas estreitas e enviesadas da cidade velha, descobre-se uma casa especial. Autodenomina-se como sendo da Moura, e se passar lá alguns dias percebe porquê. Quem olha de fora não diz o que vai por dentro. Apenas o painel pregado ao lado da porta informa de onde se está. Algures no norte de África… Mas para saber ao certo, basta reparar nos quadros originais de madeira que se encontram à entrada dos apartamentos e que situam quem esteja perdido. Para sua informação, são todas cidades de Marrocos. Numa outra alusão publicitária, o ir para fora cá dentro pode ter um novo significado. A impressão é de se estar num outro continente. Fosse o clima mais sahariano, a ver se desconfiaria de alguma coisa…

Há mouros na costa

A ideia foi pegar nas tradições de um povo que durante alguns séculos habitou o país e pô-las à nossa frente. E para que tudo fosse perfeito, foram importados de Marrocos, uma grande parte dos materiais usados na construção e decoração. Isto sim é originalidade.

Para trás ficou a imagem de Portugal. O corredor, largo e comprido, é o primeiro espaço da casa a dar as boas vindas. No chão de tijoleira estão dispostos candeeiros de vela que, aquando da ausência do sol, alegram os objectos e reavivam as cores quentes das paredes num contraste permanente entre claridade e obscuridade. Um charme…

Depois, os apartamentos propriamente ditos. As casas de banho, revestidas a ladrilhos de duas cores que contrastam entre si, preparam várias surpresas. Para além dos atoalhados que condizem com as duas cores predominantes, o gel de banho da Moschino é outro dos pequenos prazeres. Tudo pensado para que, após um banho relaxante, a noite de sono esteja garantida.

Todos os apartamentos estão equipados apenas com objectos essenciais. A decoração está aqui aliada ao utilitarismo, numa muito bem explorada ligação de Portugal com o norte de África. A imaginação só veio ditar o arranjo final. E que bem. Ao seu dispor uma pequena cozinha equipada com os utensílios necessários para uma refeição inesquecível. De preferência com receitas mouriscas…

E que costa…

Uma vez instalado, saberá exactamente onde deve assistir ao espectáculo do pôr do sol e ao acender das luzes de Lagos. Mas isso não se revela. Apenas se adianta que é da parte mais alta da casa… Como em Marrocos, claro.

Depois de uma noite de sono, seguramente bem passada, o acordar pode tornar-se confuso. Se nos primeiros segundos não se lembrar de onde se encontra, então é porque está realmente bem acomodado, algures para lá do Estreito de Gibraltar.

O sol radioso convida a espreitar a vista do terraço e a percorrê-lo a toda a volta. Bem ao fundo, Portimão, e logo em primeiro plano a cidade de Lagos, a convidar para uma visita que será levada a cabo mais tarde. Primeiro há que tomar o pequeno-almoço para repor energias. É aqui, no segundo andar que eles são servidos, numa tenda de festa instalada para tal. A primeira refeição do dia é de encher o estômago e os olhos também, pois a panorâmica é privilegiada. Dois prazeres num só. De Verão, às tradicionais tâmaras acrescenta-se uma outra pequena maravilha: figos com gelo e a ementa fica completa. Acresce que daqui avista as muralhas mouriscas que rodeiam a casa e o anfiteatro bem ao pé, rodeado de verde, porque as primeiras chuvas já caíram e vieram reavivar o viço da natureza.

No piso térreo encontra-se a piscina. O melhor será ir até lá, nem que seja só para ver de perto, já que o tempo não está para arriscar um mergulho. Completam o pátio enormes cactos naturais que mais parecem de plástico, dado o bom estado de conservação. Pássaros em bando sobrevoam a casa. Uma ou outra gaivota faz-lhes concorrência. Gaivotas em terra… Para breve fica a promessa da instalação do banho turco. Vem mesmo a calhar.

2002-01-02
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Vida