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Quimera Brewpub

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Pub, restaurante e cervejaria artesanal, o Quimera Brewpub abriu na zona de Alcântara em maio de 2016. Com a curiosidade de estar instalado num num antigo túnel do século XVIII (que estabelecia a ligação entre as cavalariças reais e o Palácio das Necessidade), oferece uma mistura de ambientes em que o antigo constrasta com o moderno e cosmopolita. Há uma enorme variedade de cervejas artesanais, vinhos orgânicos e um menu de petiscos e sanduíches de assinatura para acompanhar.

Acessos para deficientes: Sim
Dia(s) de Encerramento: Segundas, Terças
História: Aberto desde julho de 2016, num túnel do séc. XVIII que serviu de acesso às cavalariças do Palácio das Necessidades.
Observações: Também serve refeições.
Recomendado para grupos: Sim
Tipo de Restaurante: Internacional, Americana
Horário de Funcionamento: Quarta, Quinta e Domingo: 17:00 à 00:00Sexta e Sábado: 17:00 à 01:00
Morada: Rua Prior do Crato 6
Código Postal: 1300 261 LISBOA
Tel: 917070021
E-mail: Contacto@quimerabrewpub.com
Site: www.quimerabrewpub.com
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: Alcântara

Quimera Brewpub - Lisboa


Cerveja, petiscos e histórias de amor ao fundo do túnel


Nelson Jerónimo Rodrigues

O túnel que D. Manuel II utilizou para fugir aos republicanos, em 1910, é agora o local perfeito para uma fuga à rotina com um copo de cerveja na mão e dois dedos de conversa em boa companhia. Descubra o Quimera Brewpub, um bar único e especial, que também é fábrica, restaurante e ponto de encontro entre vários continentes.

Portugal é um país de amores à primeira vista para o norte-americano Adam Heller. Assim aconteceu com a brasileira Raquel Nicoletti e, depois, com o túnel que agora serve de morada ao Quimera Brewpub. Uma e outra história cruzam-se de forma indelével neste bar que ambos dirigem na Rua Prior do Crato, junto à Praça da Armada, em Alcântara. Ele nasceu em Chicago e foi chef no hostel The Independente (Lisboa), ela é acrobata e coordenou durante vários anos a área de circo do Chapitô. Juntos, são agora o corpo e a alma deste espaço peculiar, também surgido de um impulso irresistível.

De facto, bastou uma visita para Adam Heller se apaixonar pelo local e mais duas ou três conversas com a família e com um antigo sócio para se dar o clique: “e porque não transformá-lo num brewpub com cervejas artesanais e sandes inspiradas nos delis de Nova Iorque?”. Dito e feito! O Quimera abriu portas em julho de 2016, na morada antes ocupada pelo Retiro de Baco, tornando-se rapidamente num dos mais surpreendentes bares da capital.

Desde logo, porque fica situado num antigo túnel do século XVIII que servia de acesso às cavalariças do Palácio das Necessidades, chegando mesmo a ser utilizado pelo rei D. Manuel II durante a fuga aos ataques republicanos, em 191O. Mas há, certamente, mais razões que o tornam especial. Será do bom ambiente e da cumplicidade entre Adam e Raquel? Ou do cruzamento diário entre tantas culturas e nacionalidades? Ou, quem sabe, da combinação de sucesso entre cerveja artesanal, música e petiscos? Vamos descobri-lo.

Da cerveja de Alcântara às sandes de Nova Iorque

Quem passa na rua, dificilmente consegue imaginar o que há para lá da pequena esplanada ao ar livre com uma luz… ao fundo do túnel. Os mais curiosos, que decidem espreitar, são imediatamente surpreendidos por um corredor estreito mas comprido, todo em pedra, iluminado (só o quanto baste) por vários candelabros retro. Logo à entrada, um piano antigo e uma guitarra sugerem que a música ao vivo também tem lugar neste bar (a programação é atualizada regularmente no facebook), mas são as dezenas de garrafas, ali ao lado, que despertam a curiosidade dos amantes da cerveja artesanal.

E mais interessados ficam quando encontram as torneiras no bar e a lista de referências à disposição, composta por uma dúzia de sugestões, todas nacionais, como a Lince, a Dois Corvos, a Pirata ou a… Quimera. Sim, Adam Heller também produz a própria cerveja, ali mesmo, numa pequena fábrica/laboratório existente no piso subterrâneo do bar. No total, este brewpub dá a provar sete variedades de cervejas artesanais em nome próprio, da simples pilsner à mais complexa cofee stout, cada uma com as suas caraterísticas e personalidade. Entre as últimas novidades estão ainda os cocktalis de cerveja com whiskey, criados numa parecria entre Adam e o mixologista Alex Leitão.

Para acompanhar a cerveja, servida em copos com as medidas britânicas (half pint de 28cl. e pint de 56 cl.), a casa tem a sua carta gastronómica ao estilo dos pub grub (comida de pub) e dos delicatessen de Nova Iorque. E tal como lá, o Quimera também cura e corta as próprias carnes, sempre bem condimentadas, a puxar pela cerveja. Assim, não há nada como harmonizar os comes e bebes casando, por exemplo, a sandes de pastrami (carne de vaca curada) com uma ale ou uma larger, e a bagel de salmão com uma Apa (american pale ale) ou uma ipa (India pale ale). Quem não dominar a terminologia cervejeira não tem de se preocupar, porque há sempre alguém na casa para aconselhar as melhores sugestões ao gosto de cada um.

O mundo à volta de uma cerveja

É interessante como o mundo (quase) inteiro cabe naquele pequeno túnel. Enquanto Adam trouxe a inspiração e a comida dos pubs norte-americanos, e Raquel a descontração brasileira e o gosto pelas artes, os clientes aumentam ainda mais o ambiente internacional do bar, com histórias, idiomas e paladares de todos os continentes.

Mas é curioso como, ao mesmo tempo, também não deixa se ser um bar de bairro, autêntico ponto de encontro entre as gentes de Alcântara e de outros lisboetas que ali se sentem em casa. Se fosse hoje, talvez D. Manuel II já não fugisse para outras paragens. O mais certo seria ficar ali, rendido aos prazeres da cerveja artesanal, num bar especial que trata todos como um rei, desde o vizinho da esquina ao viajante mais longínquo.


 

2018-04-19
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