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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

450º

de 2792
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Procópio

450º

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Perto do Jardim das Amoreiras, abrigada num canto escondido, descobre-se uma porta rodeada de hera. É aí mesmo que fica o Procópio, um dos mais distintos bares da capital. A funcionar desde 1972, mantém o espírito jovial. Conta com um serviço atencioso como já não há, o piano marca a atmosfera propícia a conversas recatadas e a decoração estilo Arte Nova juntamentos com as notas de jazz aquecem o ambiente. Desde sempre conhecido como local de eleição de politicos e intelectuais este é, sem dúvida, um lugar de tertúlias, onde conversar enquanto se bebe um copo é um prazer.

Acessos: Metro: Rato
Dia(s) de Encerramento: Domingos
Estilo: Clássico
Horário de Funcionamento: Segunda a sexta, das 18:00 às 03:00. Sábados, das 21:00 às 03:00.
Tipo de Música: Jazz
Área para fumadores: Exclusivamente Fumadores
Morada: Rua João Penha 21 A
Código Postal: 1250 229 LISBOA
Tel: 213852851
E-mail: info@barprocopio.com
Site: www.barprocopio.com
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: São Mamede

Bares Clássicos de Lisboa


Três bares de estilos diferentes, onde sabe bem conversar com os amigos, e deixar-se estar.


N'Dalo Rocha

Bar Inglês

Situado na rua Bernardino da Costa, mesmo ao lado da rotunda do Cais do Sodré, está o Bar Inglês. Simples por fora, apresenta três vitrines separadas por duas portas que abrem de par em par, estilo saloon. Na montra do meio, um logotipo vermelho tem escrito British Bar.

Entramos e vemos o balcão corrido de madeira onde dois empregados se movem diligentemente. Atrás do balcão, a estante de madeira trabalhada com várias garrafas de whisky com doseadores. Por entre escoceses e bourbons, sobressai isolada uma foto que comemora o final da Segunda Guerra Mundial.

Após uma breve observação em que o olhar perscruta o espaço, sentamo-nos. As cadeiras de napa vermelha são confortáveis e convidativas ao descanso e jogam bem com as pequenas mesas quadradas com tampo de mármore.

Pede-se uma imperial para começar e observa-se a restante clientela. Ao nosso redor sentam-se jornalistas, artistas, pessoas comuns que bebem um copo ao final do dia e também alguns estrangeiros. Numa mesa dois trintões discutem acaloradamente sobre arte, e noutra quatro escoceses pedem mais uma rodada. Lá fora, de vez em quando a vitrine torna-se amarela sempre que um eléctrico cruza a Rua do Arsenal, como se quisesse esconder-nos Lisboa por breves instantes.

Não se servem jantares mas há paliativos para enganar a fome como croquetes, sardinhas em molho de escabeche ou rissóis, que sempre vão fazendo o lastro.

Apesar da localização e decoração, o British não é caro nem sequer excessivamente turístico. Curiosamente, o Bar Inglês (dos mais antigos de Lisboa dentro da sua categoria), nem sempre tive a aparência meramente lúdica que apresenta hoje em dia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, já em plena ditadura salazarista, era frequentado maioritariamente por estrangeiros e até alguns espiões que aproveitavam para beber um copo enquanto conspiravam. Enfim, curiosidades de casas com história.

2004-01-27
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