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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

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Sidecar Touring Co.

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Sidecar touring Co é uma empresa licenciada pela Direcção Geral do Turismo, criada para tornar as suas férias e os seus tempos de lazer inesquecíveis. Os tours levam-no pela Lisboa das velhas vielas, da Alfama, à Graça ao Bairro Alto ou à Mouraria. Ou, se preferir, por estradas de serra ladeadas por velhas árvores com o sol a espreitar por entre as folhas, serpenteando ao longo do oceano. E você, numa mota com sidecar réplica dos anos 40, conduzido por um guia, sentindo a brisa refrescante por entre os cabelos. Sem janelas. Sem ar condicionado. A simbiose perfeita entre si e a cidade ou a natureza.

Percurso: PASSEIOS - Circuito da Roca: Lisboa, Av. Marginal, Estoril, Cascais, Guincho, Malveira, Azóia, Cabo da Roca, Duração do circuito - cerca de 1/2 dia, 2 Pessoas 130 Eur; Circuito da Serra Sintra: Lisboa, Av. Marginal, Estoril, Cascais, Guincho, Malveira, Azóia, Cabo da Roca, Estrada da Peninha, Capuchos, Sintra, estrada de Monserrate e Colares, Duração do circuito - cerca de 1 dia, 2 pessoas 160 eur; Circuito Lisboa e o Tejo: Baixa Pombalina, Chiado, Alfama, Miradouro da Graça, Casa dos Bicos, Praça do Comércio, Cais do Sodré, Santos, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém e Monumento dos Descobrimentos, Duração do circuito - cerca de 1/2 dia, 2 pessoas 95 eur; Circuito Lisboa à noite: Cais do Sodré, Ferryboat para Cacilhas, Almada antiga, elevador panorâmico Boca do Vento, Ponte 25 de Abril e Lisboa, Duração do circuito - cerca de 3 horas, 2 Pessoas 95 eur. Pode-se também fazer percursos na Serra da Arrábida e em todo o Algarve.
Morada: Avenida Bombeiros Voluntários 49 8º Esq
Código Postal: 1495 025 ALGÉS
Tel: 963965105
E-mail: sidecartouring@gmail.com
Site: www.sidecartouring.co.pt
Distrito: Lisboa
Concelho: Oeiras
Freguesia: Algés

À luz da noite de sidecar


Se a ideia de um “city tour” o aborrece de morte e acha que nesta matéria já não há inovação possível, experimente só uma voltinha de Sidecar...


Paula Oliveira Silva

À Indiana Jones

Começou o passeio já o Sol se estava a pôr. Lisboa fica linda nesta altura do dia e mais ainda ficará quando a noite tomar conta dela. No local e hora marcada de comum acordo, lá estavam elas. Cada uma de sua cor, salmão e verde tropa. Dois maquinões, tecnologia da Segunda Grande Guerra. De imediato vem à lembrança a imagem romântica destas motas que tanto sucesso fizeram nos anos 40. Os primeiros minutos são dedicados ao namoro. Só que não somos os únicos a fazê-lo. À nossa volta já se aglomerou um número considerável de curiosos. Um outro desafio, aquele que se propõe passar despercebido ao andar de sidecar. Tarefa impossível, adiantamos.

Desejosos para que comece o percurso, para conhecermos na pele o que sentia o Indiana Jones quando se lançava aos inimigos naquelas famosas perseguições, só mesmo existentes nos filmes. Primeira lição, todas as façanhas que se vêem na tela não passam disso mesmo. Segundo, qualquer semelhança com a condução de uma moto de duas rodas, é pura coincidência. Para além de não andarem a mais de 60 Km/h, utilizam a mesma tecnologia (e design) de há quase um século atrás. E são precisamente estas condicionantes que a tornam num veículo tão especial. Da China directamente para Portugal, motos equipadas com a dignidade que merecem as origens, ou seja sem alterações desde então. A caixa de velocidades é posta a pontapé e ainda assim é preciso um certo jeito. Umas por habilidade, outras por força e a coisa lá vai.


Sensações

Como qualquer grande cidade, também Lisboa é possuidora de um circuito turístico incontornável. São monumentos e outros sítios típicos que o visitante procura, filma e fotografa, se quiser partir de bem consigo mesmo. Aqui o cliente está à vontade para propor uma volta possível. Porém, caso queira deixar isto nas mãos de quem já conhece há mais tempo, o percurso acaba por ser o que se descreve.

O motor já ronca. Sem portas, nem janelas, o contacto com o exterior é directo. Com o vento a bater na cara, começamos a viagem, que se inicia turbulenta devido aos carris dos eléctricos existentes um pouco por toda a cidade e que prejudicam a estabilidade do veículo. Sentem-se agora os solavancos da moto que vibra. Uma espécie de simulador da Feira Popular só que 100% real. A direcção, apesar de não ser pesada, não apresenta qualquer semelhança com a assistida de hoje em dia e é engraçado apercebermo-nos que é através de um parafuso que a mesma é ajustada. Ainda que já tenhamos passado por estas ruas, o que já vimos vezes sem conta é-nos agora apresentado de uma forma completamente distinta, geradora de novas sensações, acompanhadas por diferentes ângulos de visão que chamam a atenção ao pormenor. Por muito discreto ou envergonhado que se seja, cedo se perdem estas características. É irresistível não retribuir o sorriso e o aceno de mão, a quem nos aborda, sempre de forma gentil. Bocas abertas de espanto são também comuns. Há gente que corre para ver. O desafio não é só nosso, fica também a cargo dos condutores, verdadeiros especialistas nestas máquinas. É que a forma de condução varia de acordo com o peso, o que significa que difere segundo se leve mais um ou dois passageiros, mas ainda consoante a velocidade e a curva que se nos apresenta. Factores que não podem ser alheios a quem conduz, caso contrário não será difícil deparar com pessoas com experiência de décadas em motos de duas rodas, capotarem logo na primeira curva. Uma combinação poderosa de força e habilidade. À falta da primeira tem que vingar a segunda.

2003-05-06
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