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PORTUGAL FAZ-LHE BEM

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Restaurante A Adega

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Instalado numa bonita casa minhota, oferece um espaço amplo e confortável, ideal para apreciar a boa cozinha minhota, bem como a comida tradicional portuguesa, confeccionada com sabedoria. No terceiro fim de semana de cada mês, há sempre pratos de caça e durante os fins de semana, o forno de lenha á o ex-libris da casa. É daqui que saem o bacalhau, o porco preto grelhado e a vitela da Rozã acompanhada de batatas castanhas e arroz de forno.

Dia(s) de Encerramento: Segundas
Especialidades: Peixe: Pataniscas; Caldo de peixe; Sapateira recheada; Caldeirada de peixes; Filetes de polvo com arroz; Polvo assado no forno; Bacalhau com broa; Bacalhau à casa. Carne: Cabrito em forno de lenha; Arroz de sarrabulho com rojões; Arroz de cabidela; Arroz de pato à antiga. Doces: Pudim Abade de Priscos; Leite creme queimado; Bolo de bolacha com chocolate; Tarte folhada de maçã.
Estacionamento: Sim
Horário de Encerramento: 22:00
Lotação: 40
Necessidade de reserva: Aconselhável.
Preço Médio: 25.00
Serviços: Esplanada
Tipo de Restaurante: Regional
Horário de Funcionamento: Das 12:00 às 15:30 e das 19:30 às 24:00.
Área para fumadores: Não Fumadores
Morada: Rua do Lugar da Aldeia
Código Postal: 4910 LANHELAS
Tel: 258107432
Distrito: Viana do Castelo
Concelho: Caminha
Freguesia: Lanhelas

Restaurante A Adega - Lanhelas


Por terras do Minho, registos da tradição culinária em morada de pedra.


Mafalda César Machado

Escondido em Lanhelas, terra simpática de ruelas íngremes, o restaurante Adega ganhou merecida fama, já lá vão alguns anos, tendo-se transformado num dos mais procurados por esta zona costeira do Minho. Passou entretanto por períodos menos áureos, refeitos recentemente com nova gerência. Em funções há cerca de um ano, tem vindo pouco a pouco a reconquistar clientes mais antigos e a fidelizar outros, tanto nacionais como do país vizinho.

O arranjo efectuado na casa, onde se sente o toque feminino da proprietária, teve o mérito de manter o traço rústico original, factor que lhe dá o seu encanto particular, com o contributo da agrura da pedra evidente das paredes, em equilíbrio com o conforto das mesas e o efeito do balcão do bar de apoio, no seu amarelo quente e acolhedor. A escolha decorativa, em exclusivo, das peças coloridas de Bordalo Pinheiro, na sua exuberância cromática, alegram o ambiente. Com a ajuda preciosa das mesas no pátio da entrada, à sombra de densa ramada, durante o dia, ou com a luz das velas a iluminar um agradável jantar de Verão.

É precisamente nesta estação que a Adega é mais solicitada pelos “habitués” das praias minhotas. Nesta altura a reserva é imprescindível e quanto mais cedo for feita, melhor será o resultado, com o reparo da capacidade do restaurante andar pelas quatro dezenas.

Uma das inovações efectuadas, com graça, foi o aproveitamento dos recantos da casa. Assim, pode escolher entre uma simpática mesa para dois no patamar ao cimo das escadas, uma salinha para mais sossego na divisão que foi a antiga cozinha, ou outra sala para um grupo de amigos mais barulhento.

Cozinha de tradição simples

Na Adega, a linha condutora da oferta segue o que se considera a tradição, não só das terras do Minho, mas do todo nacional com pratos na sua maioria confeccionados no momento, tirando algumas excepções que seguem o requisito da encomenda prévia.

Seguindo a ordem lógica dos factores, tenha-se em atenção as entradas, onde as “setas” se apresentam bem temperadas e de consistência firme e as pataniscas, ou melhor, as iscas, pois é no norte que nos situamos, de tamanho pequeno, e fritura adequada.

O caldo de peixe, outro bom exemplo, precisa de encomenda, como a sapateira recheada, uma marca da casa. A caldeirada de peixes, essa aparece todos os dias, assim como as papas de sarrabulho e o típico caldo verde.
O polvo, sob formas várias, do arroz com filetes, à grelha e ao assado no forno é, com o bacalhau, dos pratos mais requisitados.
O bacalhau inclui a versão com broa e a que recebe o nome da casa, passado pela chapa, com cebolada farta, em azeite e acompanhado de batatas cozidas. Do forno de lenha, sai o cabrito com batatas, e o arroz solto e saboroso, confeccionado em recipientes de barro preto de Bisalhães, outra hipótese a ter em conta. Ficam para o fim o arroz de sarrabulho com rojões, para grandes apetites; o arroz de cabidela ou o de pato dito à antiga, satisfatórios cada qual no seu género.

Com pudim Abade de Priscos, segundo o formato de origem, o clássico leite creme queimado, e o bolo de bolacha com chocolate ou a tarte folhada de maçã, mais modernos, das escolhas doces, encerra-se a descrição. Sem deixar uma nota para a necessidade de uma carta de vinhos ao mesmo nível de opções.

2006-08-30
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