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Parque Florestal de Monsanto

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Apresentação [T] : Situado na Serra de Monsanto, é o maior espaço verde de Lisboa, com cerca de 900 hectares, ocupando quase a quarta parte da área do concelho, que juntamente com a Tapada da Ajuda, são o "pulmão" da cidade. A ideia de arborizar a serra partiu do engenheiro silvicultor João Maria de Magalhães em 1868, mas foi só sob o governo do Engº Duarte Pacheco que se inicia a sua concretização. Em 1934 foi criado, por decreto, o Parque Florestal de Monsanto e a sua arborização começou em 1938, avançando rapidamente numa extensão de 18Km por 2Km de largura.

O parque inclui inúmeros espaços verdes como a Alameda Keil do Amaral, a Mata de S. Domingos de Benfica, o Parque do Calhau, o Jardim dos Montes Claros, assim como parques infantis e recreativos como o Parque Recreativo do Alto da Serafina, do Alvito e dos Moinhos de Santana. Existe ainda um Centro de Interpretação e vários polos de actividades de aventura e desporto, como o Parque da Pedra e o Parque Aventura (escalada e cordas), o No Ar e sobre Rodas (com ringue e rampas para skates, patins e bmx`s) e o Penedo, com três campos de basket. De âmbito cultural, destacam-se o Anfiteatro Keil do Amaral e o Auditório Espaço Monsanto. Existem no parque cerca de 300 km de percursos pedestres e cicláveis. Quanto às árvores este parque tem principalmente carvalhos, cedros, ciprestes e eucaliptos.

Frequentemente a Câmara Municipal de Lisboa realiza inúmeras iniciativas de dinamização dos vários espaços do Parque de Monsanto.

Dia(s) de Encerramento: Não encerra
Horário de Funcionamento: Espaço aberto sem limitação horária.
Observações: Outros contactos:218170201.
Serviços disponíveis: Parque infantil, Estruturas desportivas, Parque Ecológico (actividades lúdicas e didácticas), Centro de Interpretação, Restaurantes, Esplanadas.Em Novembro de 2006 este jardim passou a fazer parte da rede de Jardins Digitais de Lisboa, onde é possivel navegar sem fios e sem pagar, através da criação de pontos de acesso (hotspots) em locais públicos, financiados por três empresas das Novas Tecnologias de Informação.
Morada: Estrada do Barcal Monte das Perdizes
Código Postal: 1500 068 LISBOA
Tel: 218170200
E-mail: dmaev.dm@cm-lisboa.pt
Site: www.cm-lisboa.pt/pmonsanto
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: São Domingos de Benfica

Acção no coração de Lisboa


Praticar modalidades com cordas, trepar por uma parede artificial e apurar a forma no circuito de manutenção. Tudo isto de graça e no maior espaço verde de Lisboa, o Parque Florestal de Monsanto.


Paula Oliveira Silva

Com cordas de árvore em árvore

Em Monsanto, a aventura começa logo pela manhã. Às 10 horas no centro de Interpretação, vinte minutos depois na mata de São Domingos de Benfica. É quando se chega aqui e se olha para o equipamento montado entre as árvores que surge o nervoso miudinho. Dá ares a Tarzan, ainda que África esteja longe. Até porque em vez das lianas, o que aqui existe são cordas. Por muita vontade que se tenha de andar preso a uma delas e deslizar com o precioso auxílio de uma roldana, primeiro há que ouvir as explicações que os monitores têm a dar, seguidas de demonstração. Coisa breve.

Há eucaliptos por todos os lados, e por isso, nem são precisos chapéus para proteger do sol. Se fossem, estávamos bem mal, pois ao praticar alguma destas actividades muito provavelmente cairiam. Nada de grave. Cá em baixo estão os amigos que ajudam no que for preciso. É o que eles dizem…

Dividem-se em grupos máximos de 6 que vestem imediatamente uma espécie de cinto equipado com todos os apetrechos necessários, o arnês. Os monitores ajudam nessa tarefa e adaptam-no de forma a ficar justo. É a partir daqui que a acção começa. Os participantes sobem de seguida, quatro metros através da escada que dá acesso ao patamar de madeira preso à árvore. Como este é um parque ecológico, tudo está pensado ao pormenor, minimizando o impacto ambiental nas árvores. Assim é que é.

A partir de agora, basta cumprir as normas de segurança que tudo corre às mil maravilhas. Para isso, quando se passa de uma estação a outra (leia-se obstáculo) há que colocar sempre os dois mosquetões com fita-adesiva de cor amarela e vermelha nos cabos de aço correspondentes. Para que se fique com uma ideia, cada conjunto composto por um cabo e um mosquetão, pode suportar “um jipe e uns tantos elefantes”, diz o monitor em jeito de brincadeira. E o que é o nosso peso comparado com o destes dois? O primeiro obstáculo é chamado de Ponte de Himalaias. Quatro cordas são o suporte. Uma para colocar os pés (alternadamente, é claro) e as outras duas na parte superior, funcionando como apoio para as mãos. A que sobra serve para pôr os mosquetões. Assim, se alguém se descuidar e se desequilibrar, estará em segurança porque ficou preso pelas duas cordas. Tudo muito simples. Anda-se para a frente, com os olhos postos no fim... De preferência, porque para os mais impressionáveis olhar para baixo não traz grande tranquilidade. Sete metros e meio do solo ainda é uma altura considerável. Sente-se um apertozinho no estômago que passa assim que nos abstrairmos e começarmos a apreciar a envolvente natural. Anda-se vinte metros assim e no final descansa-se num outro patamar de madeira, enquanto nos preparamos para a etapa seguinte: ponte tirolesa. Sempre em segurança, isto é, com os dois mosquetões bem presos ao fio de aço, monta-se a roldana e, de costas, dá-se um impulso, suficiente para nos pôr a deslizar. O ideal seria percorrer os quarenta metros assim, só que o balanço nunca é suficiente. Por isso, os poucos, ou muitos (depende dos casos) metros que faltam até à plataforma seguinte, fazem-se com o trabalho de braços. Ah pois... onde é que já se viu um desafio sem algum esforço físico? De costas para o chão, sente-se o prazer da velocidade. Que venham as paralelas, o terceiro obstáculo. Duas cordas é quanto basta. Uma para os pés, outra para os braços. Desliza-se de lado durante outros tantos vinte metros, a uma altitude máxima de cinco metros e meio. Por fim, a cereja no cimo do bolo, o slide. Uma única corda presa na oblíqua a uma árvore e uma roldana. Cinco metros e meio de altitude e cerca de quarenta de descida… quanto mais rápido melhor. “Espectááááááááculo!!!!!!!!!!”

2002-08-27
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