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Museu Nacional do Teatro e da Dança

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O Museu do Teatro foi fundado em 1985 e encontra-se instalado no Palácio do Monteiro-Mor, edifício do século XVIII. O espólio do museu é composto por 260 mil peças, do século XVIII até à actualidade. Entre outros, podemos ver trajos, adereços de cena, maquetes de cenários, figurinos, desenhos, caricaturas, programas, cartazes, postais, manuscritos, folhetos, discos e um arquivo de 25 mil fotografias. Os seus núcleos mais importantes são referentes às companhias Rosas e Brasão, Rey Colaço Robles Monteiro, Amália Rodrigues e Mário Viegas, entre outros. O museu promove também exposições temporárias dedicadas ao mundo do espectáculo. É possível usufrui ainda dos jardins do Parque do Monteiro-Mor e de uma agradável cafetaria com esplanada.

Acessos: Autocarros: 1, 3, 7, 36, 107, 108. Metro: Campo Grande e Colégio Militar
Dia(s) de Encerramento: Segundas, Feriados
Horário de visita: Terça-feira, das 14:00 às 18:00.; de Quarta-feira a Domingo, das 10:00 às 18:00.
Marcação prévia: É conveniente a marcação prévia das visitas guiadas.
Nº máximo pessoas por grupo: 30
Serviços disponíveis: Serviços Educativos; Visitas guiadas; Biblioteca Auditório; Loja/Livraria; Cafetaria e Restaurante com esplanada no jardim.
Acessibilidade de deficientes motores: Acessibilidade fácil
Morada: Estrada do Lumiar 10-12
Código Postal: 1600 495 LISBOA
Tel: 217567410
E-mail: geral@mnteatro.dgpc.pt
Site: www.museudoteatroedanca.pt
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: Lumiar

Museu do Teatro


Da ideia à representação, do cenário aos bastidores, actores e actrizes... o teatro em Portugal merece uma homenagem assim.


Paula Oliveira Silva

“Peças de Teatro”

Assim se chama a exposição permanente mas não encerrada (uma vez que é constante a renovação daquilo que é exposto) do Museu Nacional do Teatro. A escolha do nome não é inocente. Jogando com os vários contextos da palavra peça (peça de teatro, peça de museu e peça como parte de um todo), não se tentou fazer neste espaço nem a História do Teatro, nem uma reconstrução de um espectáculo fase por fase. Pretende-se sim, despertar memórias, imagens e emoções.

Aviso feito, começa a visita já de si, cheia de cor. Do negro ao vermelho vivo, tonalidades fortes pintam os cenários porque de carácter também é esta arte. No princípio de tudo está a ideia, materializada depois no texto e que melhores exemplos do que as obras de Gil Vicente e Garrett? O museu lembra aos visitantes que até há bem pouco tempo, era a caneta (ou a máquina de escrever) e o papel que guardavam os destinos das personagens.

E como a História não deixa que se passe uma borracha no passado, lá se encontram os vestígios de uma censura que tinha no teatro uma vítima preferida. Dá para rir com os comentários e razões apresentadas pelos senhores do lápis azul. Os mais novos, que sabem eles acerca disto?

Galeria de notáveis

Naturalmente que não reconhecem todos os grandes vultos da arte da dramaturgia em Portugal. Mas de alguns ainda se lembram, como o gordinho que falava com o poste quando estava bêbedo, ou até da fadista que vestia sempre de negro. Os menos conhecidos estão igualmente recordados através de gravuras, fotografias e caricaturas de actores e actrizes desde o século XIX até aos nossos dias. São mais de mil que vão rodando.

Igualmente importante é quem retratou. Por isso, não passam em branco os nomes de Homem Cardoso e San Payo, por exemplo. Assim como lhe saltam à vista as caricaturas e desenhos de Leitão de Barros e Alberto de Souza, só para citar alguns.

2004-03-30
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