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Museu do Vinho de José Maria da Fonseca

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O museu encontra-se instalado nas antigas adegas de José Maria da Fonseca, o mais conhecido produtor do Moscatel de Setúbal, para além de bons vinhos de mesa, conta a história da produção vinícola desta empresa cuja fama já chegou aos quatro cantos do Mundo. O espaço original, adptado a museu, é obra do arquitecto Ernesto Korrodi.

Dia(s) de Encerramento: 1 Janeiro, 31 de Maio, 24, 25 e 31 de Dezembro.
Horário de visita: Das 10:00 às 12:30 e das 14:30 às 17:30.Visitas a cada 30 minutos.
Marcação prévia: As visitas só são possíveis através de marcação.
Nº máximo pessoas por grupo: 50
Serviços disponíveis: Loja de vinhos; Visitas Guiadas, Provas de Vinhos, Loja de Vinhos e Eventos
Título: Homenagem ao vinho
Acessibilidade física: Lugares de estacionamento para pessoas com deficiência, Entrada e acesso à sala possível por pessoas em cadeira de rodas
Detalhe de acessibilidade física: Lugares de estacionamento para pessoas com deficiência nas proximidades da Casa Museu. Entrada de acesso à Casa Museu via rampa opcional, entrada para a Loja de Vinhos sem escadas.
Morada: Rua José Augusto Coelho 11
Código Postal: 2925 542 AZEITÃO
Tel: 212198940
E-mail: enoturismo@jmfonseca.pt
Site: www.jmf.pt
Distrito: Setúbal
Concelho: Setúbal
Freguesia: São Lourenço

Nobreza e vinhos em Azeitão


E há lá melhores motivos que estes para visitar uma terra? Em Azeitão acrescente-lhe as tortas.


Paula Oliveira Silva

Ver para conhecer

Azeitão, assim se chama, porque nesta zona existiam extensos olivais já desde os tempos em que os mouros por aqui andavam. Foi depois local de lazer muito na “moda” da corte portuguesa de Quatrocentos e centúrias seguintes.

Brejos, Vendas, Vila Fresca e Vila Nogueira, todos de Azeitão, podem confundir o visitante menos informado. Mas é no Rossio desta última localidade que se concentram os monumentos dignos de nota. Ergue-se justiceiro o pelourinho e mesmo de frente, o Paço dos Duques de Aveiro, de cujos dias de glória pouco resta, não sendo por isso visitável.

Ainda se mantém soberbo, embora a ruína ande muito perto. Mas dá pelo menos para perceber que é um símbolo do passado aristocrático das terras Azeitonenses. Construído no século XVII tinha brasão colocado sobre o portal nobre mas o Marquês de Pombal, todo-poderoso mandou-o retirar. Suspeitas participações do Duque de Palmela e família, os donos à altura, no conluio contra D. José...

Ainda na vizinhança está a Igreja de São Lourenço. Do primitivo templo gótico nada ficou para prova e o que hoje nos chama a atenção é uma bonita igreja com azulejos do século XVIII, talha e algumas pinturas. Muita gente de Lisboa e arredores escolhe este bonito templo para casar. O senhor padre, um homem de simpatia e conversa, mostra-lhe os cantos à casa, se preciso for. Mesmo com visita guiada, leve já de memória que um dos objectos mais antigos é a pia baptismal com apontamentos do manuelino feita de uma só peça em brecha da Arrábida. O número de baptismos que já deve ter celebrado...

Devido à sua imponência, não há como não reparar no Chafariz dos Pasmados que ganhou o nome devido à admiração que a contemplação causava. E como a fontes facilmente se associam lendas, desta e de mais umas dezenas por esse Portugal fora, conta-se que quem beber destas águas fica preso para sempre à localidade. (Lembra-se da história dos casamentos?) Nos tempos que correm, já não digo presos pela água, que até a há engarrafada, mas pelas tortas com ovos moles e canela e pelos esses de Azeitão já não ponho a minha mão no fogo.

Os doces e o queijo que aqui ainda se produz através de um saber antigo, são saborosas especialidades que mais do que conhecer, importa provar. Não necessariamente por esta ordem, o lanche pode ter direito a bis... As tortas mais conhecidas são as do “Cego” e casam bem quando regadas com um moscatel. Em terras de Setúbal, já cá faltava...

E vinho à mistura

Esse pode ser bebido no final da visita às Caves José Maria da Fonseca e respectivo Museu do Vinho, instalados num bonito edifício do século XIX. Logo para abrir o apetite, está a maquinaria antiga a demonstrar como as coisas evoluíram num período de 150 anos.

2004-10-05
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