PORTUGAL FAZ-LHE BEM

Garça Real Hotel & SPA – Montemor-o-Velho

Entre campos que cultivam sossego

Rodeado pelas terras férteis e verdejantes do Baixo Mondego, o Garça Real é um poiso sereno que convida ao descanso e à descontração. Dos mergulhos na piscina às massagens no SPA, passando pelas tacadas de golfe ou pelos sabores do restaurante, não faltam mimos e experiências neste hotel de vistas largas. E que bem sabe o aconchego do campo. 

Tal como os ninhos que as aves constroem com amor e dedicação, também o Garça Real nasceu de uma paixão antiga. Há muito que José Carlos Bonito, agricultor da região, ambicionava abrir um hotel que desse a conhecer as belezas da terra natal, a aldeia de Meãs do Campo, em Montemor-o-Velho. O sonho concretizou-se finalmente em julho de 2016, data de abertura (ainda em regime de soft opening) desta unidade de quatro estrelas situada à beira da EN 111, mais ou menos a meio caminho entre Coimbra e a Figueira da Foz.

Quem passa pela estrada não fica indiferente à arquitetura invulgar do edifício – um volume retangular com telhado curvo – mas dificilmente imagina que para lá daquela fachada moderna estende-se uma paisagem verdejante, povoada de árvores frondosas e de aves. Entre elas, a mais imponente e elegante é, sem dúvida, a garça real (que dá nome ao hotel), uma espécie de “hóspede residente” daquele recanto natural.

Só pelas vistas já vale a pena fazer uma paragem, nem que seja para descontrair um pouco no bar, autêntico miradouro para os campos em redor. Mas deixamos o aviso: quem entra para tomar uma bebida fica com vontade de conhecer o restaurante e quem prolonga a refeição vai querer lá passar a noite ou voltar mais tarde numa escapadinha pela região. Tal como as aves que regressam ao ninho, também os visitantes do hotel não conseguem resistir ao chamamento da Natureza. 

Descanso em tons terra

O cruzamento de formas, volumes e materiais prolonga-se para o interior, a começar pela zona da receção, onde uma estrutura ondulante em pinho contrasta com as linhas direitas e despudoradas das paredes. Ao início prevalecem o branco e o preto, mas logo sobressaem também os tons de terra e da madeira, como acontece no bar ou no restaurante, ali mesmo ao lado. Bastou uma vista de olhos para querermos ficar por lá a desfrutar das vistas e da luz (sim, a nós também nos aconteceu…) mas, primeiro, fomos conhecer o alojamento e os outros espaços comuns. Venha connosco.

Pelo caminho, as garças tornam-se omnipresentes, seja nas imagens que decoram a escadaria ou a sala de estar (no 1º piso), seja nas patinhas desenhadas nas alcatifas que nos indicam a direção dos quartos. Ainda pelos corredores, as paredes surgem emolduradas com pinturas a preto e branco que retratam os campos e os antigos ofícios agrícolas. Já nos aposentos, espaçosos e confortáveis, a decoração mantém a mesma temática mas prima pela simplicidade. Aqui, o que salta mesmo ao olhar é o cenário que entra pelas grandes janelas. Dos 36 quartos, todos têm varanda privativa e vistas alargadas para as terras do Baixo Mondego, para a piscina ou para os jardins do hotel.

O primeiro piso acolhe ainda um ginásio bem equipado (também ele com vistas panorâmicas) e a zona do SPA, onde estão o jacuzzi, a sauna, o banho turco e as salas de massagens. Se tiver tempo, não deixe de conhecer as sugestões de bem estar deste espaço, como as massagens de relaxamento, unilateral, terapêutica ou localizada, todas sujeitas a marcação prévia. 

Experiências à mesa, no green ou na piscina

De regresso ao piso térreo, desfrutámos finalmente do acolhedor bar, onde merecem destaque as cartas de gins e cocktails, e do Restaurante Dona Raquel, nome inspirado na tia do proprietário do hotel. Uma homenagem que se estende também à decoração (há um baixo relevo com a imagem da senhora) e à própria ementa, que conta com um afamado bacalhau à Dona Raquel. Os outros pratos mantêm a inspiração no receituário tradicional português, embora com um toque de modernidade. Nota ainda para os pequenos-almoços (no mesmo espaço) onde não faltam os doces regionais, como os pastéis de Tentúgal ou as queijadas de Pereira. 

No piso -1 existe ainda uma sala de eventos com capacidade para mais de 100 pessoas, enquanto no exterior encontramos duas das joias da coroa do hotel – o campo de pitch and putt (uma variante do golfe) – e a piscina, debruçada para os jardins da propriedade, que convida a mergulhos e banhos de Sol nos dias mais quentes. Juntos, os vários espaços que compõem a unidade fazem jus ao slogan do Garça Real: “Mais do que um hotel, uma Experiência”. E esta é uma daquelas experiências que não se esquecem facilmente. 

Veja aqui a fotorreportagem do Garça Real Hotel & SPA

Nelson Jerónimo Rodrigues 2017-01-03