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Hotel Fortaleza do Guincho - Relais & Châteaux

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O edifício onde se encontra instalado o hotel foi construído nos finais do século XVII, denotando o gosto do romantismo europeu da época. Os quartos possuem vista para o oceano Atlântico, estando decorados de forma elegante e confortável.
Possui restaurante decorado com uma acolhedora lareira e as mesas apresentam-se com primor. Requintada e inspiradora "Cuisine de Antoine Westermann" interpretada pelo Chef Vincent Farges, num restaurante galardoado com uma estrela no Guia Michelin e discípulo do Chefe Antoine Westermann com "Três Estrelas" no Guide Rouge Michelin no Restaurante Buerehiesel em Strasbourg.

Acessos: Estação de Autocarros: paragem à porta do Hotel.
Categoria: 5 estrelas
Localização: Beira-mar
Nº de camas: 54
Nº de quartos: 24
Nº de suites: 3
Cadeia / grupo de hotéis:: Relais & Chateaux
Preço Época Alta: 280.00
Preço Época Baixa: 180.00
Serviços / Equipamentos: Aeroporto, Animais admitidos, Ar condicionado em áreas comuns, Ar condicionado nos quartos, Bar, Bicicletas, Campo de golfe, Cofre na recepção para guarda de valores, Cofre nos quartos para guarda de valores, Espaço / equipamento para acesso à internet, Estação de autocarros, Estação de comboios, Hospital / centro de saúde, Lavandaria, Minibar, Música ou rádio nos quartos, Parque de estacionamento, Quartos com linha telefónica para ligação de modem, Rent-a-car, Restaurante, Sala de reuniões / conferências, Sala de festas, Segurança ou vigilância, Serviço de quartos, Telefone nos quartos, Ténis, TV nos quartos, TV Satélite/TV Cabo
Morada: Estrada do Guincho
Código Postal: 2750 642 CASCAIS
Tel: 214870491
E-mail: reservations@guinchotel.pt
Site: www.guinchotel.pt
Distrito: Lisboa
Concelho: Cascais
Freguesia: Cascais

Fortaleza do Guincho


Nada parece perturbar a tranquilidade da fortaleza do Guincho.


Paula Oliveira Silva

O local

A tarde vai longa e o sol começa a despedir-se. É no bar, descansando nos clássicos sofás de pele e tendo por companhia uma bebida (e de preferência mais alguém…), que melhor se aprecia o cair da noite. Muito de leve, percebem-se os sons vindos do mar. Os vidros duplos protegem-nos ao mesmo tempo que incentivam à contemplação da vista.
Estamos na fortaleza do Guincho, onde as paredes bem fortes nos separam dessa força bruta que é o oceano. Sabe bem, ver a agitação do mar e do vento que contrasta com a calma do ambiente que se vive cá dentro. Pouco a pouco, começam a surgir as primeiras luzes. Poucas, porque construções é coisa que não abunda por aqui. E a guiar o nosso olhar, a longínqua luz do farol.

O restaurante, panorâmico, é um dos locais mais apetecíveis deste hotel, não só pela paisagem que oferece por companheira (quando é dia), mas também pela gastronomia, merecedora de uma estrela Michelin. O prémio foi alcançado pelo chefe de cozinha Marc Ouedec em colaboração com um dos mais conceituados chefes de cozinha do mundo - o “maitre” Westermann. Aqui pratica-se a arte da cozinha francesa, adaptada aos sabores nacionais. Na garrafeira marcam presença vinhos nacionais e franceses (por razões óbvias), assim como italianos ou até mesmo oriundos dos Estados Unidos. As mesas estão criteriosamente bem postas, as toalhas imaculadas, os tons claros da decoração, o espaço certo entre cada cliente, a luz indicada. O atendimento cortês. Depois da refeição, descansa-se na sala de estar junto à recepção. Mesas, cadeiras e sofás em vime “vestidos” de fofos almofadões, convidam a uma paragem. À volta, a vegetação e por baixo dos nossos pés, essa arte tão nossa que é a calçada portuguesa. No tecto foi instalada uma cobertura transparente e amovível, que permite a utilização do espaço em qualquer altura do ano, para além de deixar entrar a luz natural. Infelizmente de noite, reina a escuridão, e como a noite é boa conselheira, aproveita-se a inspiração e avança-se para os quartos… Para trás das grossas portas de madeira com trancas de ferro a lembrar outros tempos, espera-nos uma cama macia de onde só apetece sair depois de uma boa noite de descanso. Divididos pelo primeiro andar e piso térreo, os quartos são todos diferentes, mas como constante, a espectacular vista mar. E que o diga quem ficar nas suites júnior, com terraço e localização frontal para o Atlântico cujo som embala e descontrai. Este é daqueles sítios para se vir bem acompanhado. O espaço trata do resto.

No dia seguinte, o pequeno-almoço é a altura mais do que certa para (re)encontrarmos a magnífica vista. Sim porque de noite não se consegue ver nada. Exigências marítimas proíbem a emissão de luzes para o mar. Mais ou menos o equivalente em estrada à utilização dos máximos quando existem veículos do lado contrário… é compreensível. Felizmente que desta vez não estamos entre duas rectas de alcatrão, mas sim com uma imensidão de mar à frente e, como bónus, a visão do ponto mais ocidental da Europa: o Cabo da Roca. Explorando um pouco o hotel encontram-se peças antigas que nos reportam aos tempos em que a fortaleza desempenhava as funções para a qual havia sido concebida. É fácil encontrar detalhes de vidas militares passadas, como o soldado com armadura de ferro a lembrar que aqui já se combateu (não em terra mas em mar).

2002-04-23
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