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Escola de Mergulho de Lisboa

Observações: Outro contacto: 917624891. Realizam todos os fins-de-semana mergulhos na costa de Sesimbra.
Serviços disponíveis: Cursos, aluguer de equipamento.
Modalidades: Mergulho
Apresentação: Dedicados ao ensino do mergulho desde 1996.
Morada: Rua São Filipe Nery 39 B
Código Postal: 1250 227 LISBOA
Tel: 213885295
E-mail: eml@eml.pt
Site: www.eml.pt
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: São Mamede

Mergulhar em Portugal


País de marinheiros? Somos sim senhor. Mas agora também podemos ser de mergulhadores. Basta tirar um curso e partir em busca de peixes, rochas, plantas e navios afundados que se escondem no fundo do nosso mar.


Nysse Arruda

Sob as águas azuis dos mares portugueses esconde-se um verdadeiro mundo de cores, formas e sensações. Corais, rochas, grandes peixes, medusas, gorgónias, polvos e delicados organismos aquáticos formam um colorido jardim submarino ao alcance de qualquer pessoa disposta a uma preparação prévia, num curso de mergulho autónomo.


Onde?

Há dois pontos de eleição na costa portuguesa para o mergulho autónomo: o Portinho da Arrábida, na região do Sado, e a Fonte da Telha, a última praia da Costa da Caparica. “São locais únicos, com paredões de rocha cobertos de vida animal subaquática”, revela José Quelincho, mergulhador há 15 anos, director e instrutor da Escola de Mergulho AQVASUB, que organiza cursos de iniciação ao mergulho autónomo desportivo, vários cursos de especialização e expedições subaquáticas especiais como o mergulho em navios naufragados no Cabo Espichel e nas Berlengas.

Nas expedições subaquáticas, com duração de 20 minutos, os mergulhadores exploram as encostas rochosas da Fonte da Telha, a 35 metros de profundidade, um dos locais mais selvagens nas águas da Costa da Caparica. Cardumes de congros, safios, sargos e sardinhas desfilam entre as rochas cobertas de corais, espirógrafos e gorgónias. Nas tocas rochosas espreitam moreias, lagostas e cavalos marinhos e, junto à Pedra da Mália, a 16 metros de profundidade, existe um jardim de luminárias, grandes algas que crescem verticalmente.

Este é um dos cenários subaquáticos mais visitado pelos mergulhadores. Com temperaturas entre os 10 e 15º C e visibilidade de até 6 metros, os mergulhos nesse local decorrem durante quase todo o ano, com excepção de Janeiro e Fevereiro quando o vento sul provoca muita agitação no mar.

Já no Portinho da Arrábida, os mergulhos chegam a durar 50 minutos, a 15 metros de profundidade, com visibilidade de até 10 metros em redor. “Há um paredão cheio de buracos que servem de tocas a muitas espécies de peixes e a área do Sado também é famosa pela presença de golfinhos.”, diz o mergulhador José Quelincho salienta que essas expedições subaquáticas são sempre acompanhadas por um instrutor - guia.


Mergulho em naufrágios

A AQVASUB também promove saídas específicas para mergulho em naufrágios localizados no Cabo do Espichel e nas Berlengas, para mergulhadores já com formação técnica. Os grupos de no máximo 10 mergulhadores contam com um instrutor - guia que apresenta a informação e a documentação do navio naufragado a visitar, faz um “briefing” técnico antes do mergulho e organiza a expedição.

A 4 milhas do Portinho da Arrábida, no Cabo do Espichel, está o navio River Gurara, um porta-contentores de 175 metros de comprimento, que se encontra a uma profundidade de 25 a 32 metros. O navio naufragou em 1989 após um embate nas falésias do Cabo Espichel e encontra-se bem visível no fundo do mar.

Nas Berlengas existem dois outros navios naufragados a poucos metros da costa, o Andrios, mais conhecido como Vapor do Trigo, e o Primavera, um cargueiro italiano naufragado em 1902. Os destaques nos destroços do Andrios são as imensas caldeiras a meio do navio e a quantidade de peixes de grande porte, lagostas e santolas. No navio Primavera é possível ver os vários blocos de mármore que transportava, o cavername e um pedaço do costado.


Cursos de especialização

2001-10-03
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