PORTUGAL FAZ-LHE BEM

de 3
ver todos
Ver
mapa

Santorinicoffee

de 3
ver todos

O restaurante Santorinicoffee surgiu de uma paixão do dono José Lobato Silva pela cultura e gastronomia Grega. Aqui pode desfrutar da autêntica cozinha grega num espaço moderno e acolhedor. Abriu em agosto de 2013.

Dia(s) de Encerramento: Domingos, Feriados
Especialidades: Bifteki (carne picada recheada com queijo feta), Moussaka (empadão de carne e legumes) e Stifado (estufado de carne de vaca com ervas aromáticas e batata cozida).
Estacionamento: Não
História: Nasceu de uma paixao pela cultura grega por parte do dono.
Lotação: 20
Necessidade de reserva: Não é necessário
Preço Médio: 20.00
Recomendado para grupos: Sim
Serviços: Ar condicionado
Tipo de Restaurante: Grega
Horário de Funcionamento: De Seg a sábado, das 8h às 23h.
Área para fumadores: Não Fumadores
Morada: Avenida Manuel Maia 19 A
Código Postal: 1000 178 LISBOA
Tel: 218472748
E-mail: joselobato.silva08@gmail.com
Site: www.facebook.com/santorinicoffee/
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
Freguesia: São Jorge de Arroios

Santorinicoffee - Lisboa


Lisboa tem, finalmente, o seu primeiro restaurante grego


Bárbara Bettencourt

Quando, em dezembro de 2012, José Lobato Silva foi apanhado na leva de despedimentos do BCP com 49 anos de idade, 22 de serviço, teve poucas dúvidas quanto ao caminho a seguir. Na verdade, foi como se a vida o tivesse encaminhado para Santorini, não a ilha grega mas o restaurante que decidiu abrir com o dinheiro da indemnização e do subsídio de desemprego. Seis meses bastaram para tratar da burocracia e encontrar um espaço em Lisboa. 

Abriu no final de agosto e é o único restaurante em Lisboa (o Ilhas Gregas, no Estoril, fechou em 2012) onde pode provar pratos como Bifteki (carne picada recheada com queijo feta), Moussaka (empadão de carne e legumes) ou Stifado (estufado de carne de vaca com ervas aromáticas e batata cozida), alguns dos ex-líbris gastronómicos mais conhecidos da Grécia que pode acompanhar com  cerveja Mythos, vinho de Creta ou um refresco feito com a aguardente de endro Ouzo Plomari.

Da rua o espaço quase passa despercebido, numa esquina da Avenida Manuel da Maia junto ao Instituto Superior Técnico. Por dentro é pequeno e informal. Está decorado em tons de azul e não alberga mais do que 20 pessoas. Na parede ao fundo, uma imagem do Mediterrâneo tenta compensar o espaço exíguo sugerindo uma esplanada de frente para o mar. Na cozinha, é José Lobato Silva quem prepara a viagem dos sabores.

A Moussaka é feita de raiz no restaurante. Não acontece com todos os pratos. Alguns, como o Bifteki ou o Souvleki, vêm já feitos da Grécia. “Por questões logísticas ainda não conseguimos fazer tudo, sou só eu e uma ajudante na cozinha”, justifica. Ao almoço os preços são simpáticos, com mini-pratos a rondar os 4,50€ (9€ a 12€ por prato ao jantar).

O espaço também funciona como snack-bar, pode entrar e pedir um café e um pastel de nata ou experimentar a pastelaria grega: café grego feito numa cafeteira tradicional (para apreciadores de estômago forte), a tradicional Baklava, um doce feito com massa filo - uma versão mais fina da massa folhada -, noz e mel ou um muito recomendável folhado de queijo feta chamado Tiropita. Todos os dias há um bolo grego diferente para comer à fatia, sempre feito por José Lobato Silva. Hoje é de noz com calda de mel por cima.

Gastronomia, linguística e tradições

Antes de abrir o Santorinicoffee, José Lobato Silva já gostava de cozinhar e fazia jantares e almoços gregos para os amigos. “A cozinha grega é muito simples, com influências turcas e italianas. A Baklava, por exemplo, é de origem turca, mas eles fazem o doce com pistachio e os gregos com nozes. Outra sobremesa típica, o Galaktoboureiko (massa filo recheada com doce de leite), costuma ser feita em casa em tabuleiros e leva-se a jantares em casa de amigos”.

Há muito que pode ficar a saber sobre gastronomia e cultura grega se ficar à conversa com José Lobato Silva e mais ainda sobre as especificidades da língua grega que aprendeu durante quatro anos. Quando os amigos lhe perguntavam porque andava a aprender grego, encolhia os ombros. Há coisas que não se explicam, como o gosto pela Grécia, que visitou pela primeira vez há 18 anos e que pôs o seu coração a pulsar noutro alfabeto. Na altura não sonhava abrir um restaurante, muito menos grego.

“Ao todo terei ido quatro ou cinco vezes e de cada vez ficava mais encantado com a alegria e frontalidade do povo grego, lia tudo o que apanhava sobre o país e a sua história. A verdade é que hoje em dia me sinto mais grego do que português. Alguns gregos dizem-me que sei mais da história da Grécia do que da nossa."

Quanto aos amigos que antes questionavam a fixação de José Lobato Silva em aprender grego, é bem provável que agora sejam mais comedidos relativamente às aulas de hebraico que entretanto começou a ter. É que paixões aparentemente sem sentido podem sempre vir a dar percursos de vida alternativos, e mesmo que por ora não haja planos de restaurantes kosher em vista, o melhor é seguir a tradição grega e dizer "polu wraio!" Tão bonito! E depois bater na madeira e cuspir para não dar mau olhado.


Seja o primeiro a avaliar