PORTUGAL FAZ-LHE BEM

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Restaurante O Sapo

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Restaurante familiar com especialidades caseiras bem confeccionadas, como vitela assada no forno ou cozido à portuguesa. As doses são bem servidas e a lista de vinhos apresenta boas opções.

Bar/Sala de espera: Bar
Dia(s) de Encerramento: Segundas, Feriados
Especialidades: Peixe: Bacalhau frito. Carne: Cabrito assado; Naco do vazio grelhado; Febras com arroz malandrinho; Vitela assada no forno. Doces: Bolo gelado e Pão de ló com ovos moles.
Estacionamento: Sim
Lotação: 200
Observações: Não são aceites grupos aos Sábados para jantares.
Período de Férias: Encerra na primeira quinzena de Setembro.
Preço Médio: 15.00
Recomendado para grupos: Sim
Tipo de Restaurante: Portuguesa
Área para fumadores: Não Fumadores
Morada: Estrada de Irivo
Código Postal: 4560 IRIVO
Tel: 255752326
Distrito: Porto
Concelho: Penafiel
Freguesia: Irivo

Restaurante O Sapo - Irívo/Penafiel


Refeições de papo cheio


Nelson Jerónimo Rodrigues

O que começou por ser uma barraquinha de feira com comes e bebes é hoje um dos restaurantes mais afamados do Vale do Sousa. A comida caseira e o ambiente familiar tornaram O Sapo numa referência da cozinha tradicional, servida em doses generosas e sempre com vinho da região a acompanhar. Mesa farta e copo cheio é coisa que nunca falta nesta casa. 

Há mais de meio século que os Sapos têm fama de bem servir. A origem da alcunha desta família perdeu-se no tempo mas ainda há quem se lembre dos comes e bebes que Vitorino e Joaquina Sousa serviam nas feiras da região. Este legado foi passando de geração em geração, primeiro numa tasquinha que a filha abriu em Irivo (já lá vão mais de 30 anos) e já depois no espaço do atual restaurante (aberto uma década depois) onde ela passou a ter a companhia dos sete filhos.

Os sapos são reis e senhores na casa. Logo à entrada encontramos centenas de figuras (de todos os tamanhos e materiais) que os clientes e amigos foram trazendo dos quatro cantos do mundo. Mas se a primeira sala é dominada por estes batráquios, a segunda (mais pequena e castiça) está cheia de garrafas de vinho e de camisolas oferecidas por antigos jogadores de futebol. Jorge Costa, Petit ou João Pinto, por exemplo, são clientes assíduos da casa e a estes juntam-se outros mais gourmands, como o chefe Cordeiro.

Paredes meias a esta sala existe ainda uma terceira, que apesar de enorme (capacidade para 150 pessoas) costuma encher religiosamente aos fins-de-semana. Já no exterior há uma esplanada com objetos antigos (como cabaças e alfaias agrícolas) pendurados no telheiro, além de mesas e cadeiras construídas a partir de pipas. Nas ocasiões especiais serve também de montra à carrinha (entretanto recuperada) que a família levava para as feiras e que ainda hoje é utilizada para o transporte de vinho. Uma autêntica peça de museu que continua a correr a região de lés-a-lés.

Do forno para a caçarola

Mais do que o espaço, é a comida que traz fama ao Sapo. Servidas em doses generosas e com um gostinho caseiro, faz jus aos sabores regionais do norte. Assim acontece, desde logo, com os queijos (de ovelha e vaca) e enchidos das entradas, apresentados em tábuas de madeira como manda a tradição.

Do formo chegam também alguns dos mais afamados pratos de carne, como a vitela assada ou o anho, servidos em caçarolas de barro, tal como com o não menos emblemático cozido à portuguesa (disponível às quartas e ao fim de semana). As opções de peixe não são tantas, mas nem por isso menos tentadoras, como é o caso dos filetes de polvo ou do bacalhau assado.

Para acompanhar não faltam vinhos dos quatro cantos do país, mas a casa costuma aconselhar os néctares da região, sobretudo de Castelo de Paiva, Amarante e Baião. Estes guardam, de resto, um dos segredos da casa, já que as cozinheiras gostam de aproveitar os fundos das pipas para apurar ainda mais o tempero.

Eu vi um sapo

Depois de tão bem servidos (em alguns casos a dose chega para duas pessoas) é difícil encontrar um cantinho do estômago para as sobremesas mas acredite que irá valer a pena. Pão-de-ló de Ovar, cavacas com moscatel ou bolo de azeite (que provámos acabadinho de sair do forno) são algumas das tentações mais procuradas.

Música para os nossos ouvidos que faz lembrar o sucesso dos anos 80 interpretado por Maria Armanda. “Eu vi um sapo com um guardanapo; estava a papar um bom jantar”. Só que neste caso é O Sapo quem o serve…

2014-02-05
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