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Restaurante da Pousada de São Lourenço

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O restaurante da pousada, situado em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, privilegia as especialidades serranas. O próprio edifício tem o aconchego característico de uma casa de montanha (construída em pedra, rústica e sóbria) e é sobre ela que as enormes janelas se abrem. Bucólico e carismático, entrega-se aos prazeres da cozinha portiguesa.

Acessos para deficientes: Não
Ambiente e decoração: Ambiente acolhedor, onde predominam os materiais em madeira e lã.
Animação: A pedido.
Bar/Sala de espera: Bar e Sala de Espera
Dia(s) de Encerramento: Não encerra
Especialidades: Entradas: Sopa da Beira; Caldo Verde com Broa de Milho; Morcela da Guarda corada com Laranja.Peixe: Trutas do Zêzere de Escabeche.Carne: Feijocas Guisadas com Entrecosto e Enchidos; Cabritinho no Forno com Arroz de Miúdos e Esparregado; Borrego estufado à moda da Beira; Arroz de coelho em caldo aromatizado de carqueja; Naco de javali grelhado sobre pão do Sabugueiro e batata à pobre.Doces: Arroz Doce; Papas de Carolo; Tigelada.
Estacionamento: Sim
Horário de Encerramento: 22:00
Lotação: 70
Necessidade de reserva: Aconselhável.
Observações: Aceitam-se reservas para banquetes e festas até 120 pessoas.
Preço Médio: 30.00
Recomendado para grupos: Sim
Sanitários para Deficientes: Não
Serviços: Ar condicionado
Tipo de Restaurante: Portuguesa, Regional
Área para fumadores: Não Fumadores
Morada: Estrada Nacional 232 km 50
Código Postal: 6260 162 SANTA MARIA
Tel: 275980050
E-mail: recepcao.sloureco@pousadas.pt
Site: www.pousadas.pt
Distrito: Guarda
Concelho: Manteigas
Freguesia: Santa Maria

Restaurante da Pousada de S. Lourenço - Manteigas


Foram cardos, foram prosas.


Ana Marta Ramos

Já passaram 60 anos desde a inauguração da Pousada de São Lourenço, no coração do Parque Natural da Serra da Estrela. Desde então foi alvo de algumas remodelações, e o restaurante foi um dos espaços que mais beneficiou disso.

Mesa beirã

Do alto do Campo Romão, um extenso planalto que domina um impressionante emaranhado de vales e montanhas, sobressai o edifício em granito da Pousada de São Lourenço, que assinala uns respeitáveis 1.300 metros. À entrada, apreciamos os artigos regionais expostos, como casacos em pele e lã ou compotas. Deixemos as compras para a hora da saída. Agora, é tempo de matar saudades da genuína gastronomia beirã (as sobremesas não nos saem da cabeça, mas vamos esforçar-nos por respeitar o figurino tradicional da refeição).

Chega-se ao restaurante subindo a escadaria que parte do lobby. Primeiro, entramos numa apetecível sala de estar, com lareira e sofás dispostos de acordo com os preceitos da boa conversa. Daí, passa-se ao amplo bar/sala de jogos, igualmente com lareira. Este era o espaço original do restaurante, em torno do qual se abriam gigantescos terraços debruçados sobre o Vale do Zêzere e o aglomerado de Manteigas.

Uma das remodelações feitas à Pousada converteu esses terraços em salas de refeição envidraçadas. Uma aposta claramente ganha, já que aumentou a oferta de áreas de lazer para hóspedes e comensais sem se ter perdido a vista magnífica para o exterior. É também aqui que são servidos os lautos pequenos almoços buffet.

Sinfonia de sabores

As madeiras nobres conferem ao ambiente um conforto acrescido e os tecidos axadrezados rematam na perfeição a atmosfera de challet de montanha. Sobre as mesas há cardos em jarras de vidro transparente e prosa que reza assim: "Caldo Verde com Broa de Milho, Sopa da Beira, Ovos Mexidos com Farinheira, Morcela da Guarda corada com Laranja"... Música para os nossos ouvidos! Mas comecemos devagar (até porque as sobremesas não nos saem da cabeça). Uma Salada de Alface com Lâminas de Queijo de Cabra Curado parece-nos uma boa escolha, e é, na verdade. A frescura da alface e o travo doce da maçã e dos frutos secos "amenizam" o queijo na dose exacta.

Entretanto, ficámos a conhecer a pessoa mais famosa do restaurante. Jacinto é quem nos atende, com delicadeza e grande profissionalismo. Há 26 anos que faz parte da casa e tem histórias de vida mirabolantes para contar, desde a aventura que viveu para fugir das ex-colónias após o 25 de Abril, até ao reencontro quase milagroso com a família, no Metro, em Lisboa. Mestre natural da arte do bom trato, tem feito amigos dos quatro cantos do mundo - mesmo de proveniências cujas línguas desconhece inteiramente. Aliás, basta folhear o livro de visitas disponível na recepção para encontrar o seu nome referido inúmeras vezes nos testemunhos.

2006-10-11
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